Antes da 3ª Meia Maratona do CORPA, na qual corri 10,5km, tinha me proposto a reduzir meu tempo nos 10km, inclusive havia elegido a
planilha para seguir, que para desespero do meu complexo de superioridade, me enquadrava na pior classificação conforme o site da revista Contra Relógio.
Porém, depois de me comprometer, por escrito em um mail, enviado sobre o efeito da endorfina da 3ª Meia e de algumas caipiras tomadas na janta pós corrida, a correr 21km na Maratona Internacional de Porto Alegre, tive que alterar meus treinos. Palavras ditas são esquecidas, já as escritas são eternas (exceto as escritas por nosso ex-presidente FHC, tb as ditas pelo nosso atual presidente sobre o FMI). Para não fazer fiasco diante de prova documentada resolvi acrescentar volume ao treino, dei uma encupridada em cada corrida, mesmo mantendo a estrutura semanal: leve, intenso e longo.
Nesse treino fiz algo que há tempo não fazia, corri ouvindo música. Embora, normalmente corra usando fones de ouvido, prefiro as rádios “faladas” Gaúcha FM e Band News. Ao sair de casa decidi ouvir as músicas armazenadas no MP3 player, e ali tem de tudo:
Billy Idol - Dancing With Myself;
Baz Luhrmann - Everybodys Free To Wear Sunscreen Mix (use filtro solar);
Enya – Storms in Africa;
Graforréia Xilarmônica - Amigo Punk
Cânticos da Popular do Inter
Scorpions - Rocky - Gonna Fly Now (a mais motivadora). Entre outras...
Essa corrida serviu, entre outras coisas, para uma constatação particular, a música influencia no rendimento. Em determinado momento, quando percebi estava em um ritmo bem forte para o treino leve da semana. Atribui essa variação de velocidade ao som que estava tocando: Smack my bitch up do Prodigy, música que Mark “the Specimen” Kerr entrava nos ringues de vale-tudo nos idos de 1998-99, pouco depois que comecei a lutar e era encarnado nesse meio.
Constatei que uma música bem acelerada e que me traz boas lembranças influenciou acelerando o ritmo. Mas será que a Enya diminuiria minha velocidade?