sábado, 24 de outubro de 2009

Pista da Redenção


Essa semana não foi a melhor possível para meu rendimento esportivo. Mas foi o que deu. O que paga as contas no final do mês não é a corrida, pelo contrário, qualquer prova é R$ 30 ou mais.
Ontem cheguei na pista da Redenção às 21:50, me sentindo cansado e querendo fazer qualquer coisa. Acabei não conseguindo fazer ao que me prôpus, mas deu para dar uma suada.
Aqueci até à Redenção 2,43km em 14':14 e desaqueci no mesmo percurso, sentido contrário em 13':18''.
Na pista fiz o que o cansaço permitiu.



Distância Tempo
2,43 00:14:14 Aquecimento
0,8 00:03:02 intervalo 1'
0,8 00:03:06 intervalo 1'
0,6 00:02:20 intervalo 1'
0,6 00:02:23 intervalo 1'
0,4 00:01:35 intervalo 1'
0,4 00:01:37 intervalo 3'
0,8 00:03:16 intervalo 1'
2,43 00:13:18 Desaquecimento



Domingo vou dar uma esticadinha. Olhando pela janela, agora, imagino que vá ser debaixo de chuva.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Semana bem meia boca


Essa semana foi fogo! A rotina profissional atrapalhou a rotina de esportista. Até o momento o que consegui foi 5,87km em 32’:16’’ na terça, entre o segundo e o terceiro turno profissional. E mesmo assim foi, saindo pontualmente do 2º turno e chegando um pouco atrasado no 3º.

Fiz o caminho mais social de Porto Alegre: ida e volta para Nilopeçanha, corrida mais vitrine possível. Tem que correr sorrindo para cumprimentar as pessoas.


Vou tentar um “força barra” com a família e fazer um intervalado hj a noite, aquela loucura da semana passada de novo.


domingo, 18 de outubro de 2009

XII Corrida do Carteiro

Ainda não dá Pelotão Quênia, mas "dá pro gasto"



Após relativa preparação e mais consciente da minha capacidade, baixei 14 segundos meu recorde, fiz o 10km da XIII Corrida do Carteiro em 45’:16’’. No entanto, foi muito mais sofrida que só esses 14 segundos podem apontar, o recorde anterior foi num dia chuvoso, hoje foi um dia estranho, chuviscou, nublou, fez sol, enfim não foi o clima ideal. Acabei muito pior que naquela vez, consegui dar um gás no final, mas não consegui dizer o tempo para a patroa.

Pensei em começar leve e sentar a lenha depois do 3º km. Mas o ritmo da prova estava forte, saí junto com a massa e meu 1º km fiz em 4’:23’’, cruzei a placa do 2º km 4’:37’’ depois. A partir daí fui mantendo esse ritmo. Passei o km 9 em 41’:06’’, nesse ponto, vi que a meta de baixar 45’ era impossível, mas baixar meu melhor tempo era viável, apertei e fiz o último km em 4’:10''. Meu melhor tempo, motivo de orgulho.

Essa corrida tb serviu para distanciar o fiasco da etapa primavera da Adidas. O gosto de um bom resultado é muito melhor que aquela sensação de fracasso.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Loucuras na ESEF

Hoje estava afim de fazer um intervalado, não sabia bem o quê. Então fui para a ESEF e fiz o que deu na telha.
Cheguei lá as 20:20, quase vazia a pista, poderia fazer o que bem quisesse.
Aqueci em duas voltas grandes e desaqueci na volta de grama. Não sei se acrescentou ao meu condicionamento, mas matei minha vontade.





Tempo Km
00:07:38 1,25 Aquecimento
00:06:22 1,25 Aquecimento
00:03:08 0,8 intervalo 1'
00:03:10 0,8 intervalo 1'
00:03:12 0,8 intervalo 1'
00:02:19 0,6 intervalo 1'
00:01:58 0,5 intervalo 1'
00:06:48 1,25 Solto na volta externa
00:03:16 0,8 intervalo 1'
00:03:17 0,8 intervalo 1'
00:03:20 0,8 intervalo 1'
00:09:32 1,5 desaquecimento

domingo, 11 de outubro de 2009

Forrest Gump


Eu não sou contador de histórias. Pelo menos não as invento.
Antes do Forrest Gump sair correndo de costa a costa dos EUA, ele começa a ir e voltar correndo de qualquer lugar. Ia até o centro comprar algo, ia correndo. Para a escola, ia correndo. A este ponto nunca acontecerá comigo, mas em ocasiões que dê para casar o figurino suado, ta valendo.

É a segunda vez que vou para o jogo do Inter correndo. Vou correndo, como algo, assisto o jogo e volto correndo.

A primeira vez deu mais certo, tocamos 4 a 0 no Goias, saí meio atrasado de casa, peguei um ônibus até o Mercado Público e de lá fui correndo até o Gigante. Cheguei aos 30' do 1º tempo, nem deu tempo de ver o Fernandão ser expulso e perdi os 2 primeiros gols do Inter. Voltei tranquilão, 4 X 0 e uma corridinha para aproveitar.

Ontem a coisa já não foi tão boa. Internacional 1 X 1 CAP, com um gol sofrido aos 44' do 2º tempo. Alecsandro, que não fez nada o jogo todo, justificou sua presença com uma casquinha de cabeça e empatou o jogo. Centroavante é para isso mesmo.
A história do ônibus até o MP não vale a pena. Gasto mais tempo com o ônibus de casa até o MP e correr até o Gigante do que sair de casa até o Beira-Rio correndo. Ontem, saí com 40' antes do jogo e cheguei a tempo. Sofri o jogo todo com um time que não consegue sair jogando, obviamente a bola não chega redonda na frente e peca em fundamentos. Quando saí do estádio, cheguei a ficar com vergonha, todo mundo puto da cara e eu não, sabia que ia dar uma corrida. Tive que me policiar para não ficar sorrindo no meio da multidão vermelha enfurecida.

Acho que é a melhor opção: não me encomodo com trânsito e estacionamento e fico menos brabo com resultados adversos, porém perco o aquecimento com os amigos e o goró...

Internacional 4 X 0 Goias
Internacional 1 X 1 CAP

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Aquathlon


Eu não sou de açúcar. Eu não costumo refugar. Mas ontem precisei de força para sair de casa. Chovia torrencialmente.

O despertador tocou às 7h, abri a janela e refuguei.
O despertador tocou às 8h, abri a janela e refuguei.
O despertador tocou as 8:30h, daí não abri a janela. Se não refugaria de novo.

Apelei para um cafezinho (para não ter chance de voltar para a cama) e só aí passei a pensar: para onde iria, que roupa, qual tênis... Saí com poucas certezas: uns 20km, iria mais para a Zona Sul e, a maior certeza de todas, chovia torrencialmente.

Refiz o inicio do longo da semana passada. Nilópolis, Vicente da Fontoura, Oscar Pereiera (rumo ZS) e aqui mudei o percurso. Saí da Oscar Pereira e entrei na Aparício Borges.

Até então cruzando com pouquíssimas pessoas, a chuva explica. Mais uma vez vi a força das igrejas, a maioria das pessoas que vi estavam perto de igrejas ou tinham cara de crente.

Quando a Aparício Borges vira Av. Nonoai, cruzei com o primeiro corredor. Eu sentido ZS; ele no outro sentido. Acho que para ele eu tb era o primeiro do dia. Foi muito natural, quase no mesmo instante eu e ele nos cumprimentamos.

Saí da Av. Nonoai pela Campos Velho, popular Faixa Preta. Até então todos que cruzaram meu caminho haviam sido de casa por opção (correr ou rezar). Aqui não. Cruzei com um catador de lixo, subindo a lomba, debaixo de chuva. Pensei que ele não teve opção de refugar, teve que sair e se virar.

Segui pela Faixa Preta até chegar na Icaraí, costeei o Hipódromo e Big. Nesse ponto, foi difícil, aquathlon praticamente. Foi a pior piscina, quero dizer, poça de água. Quando os ônibus passavam valia até pegar jacaré.

Saí da Icaraí e entrei na Chuí, Padre Cacique e Edvaldo Pereira Paiva (Av. Beira-Rio). Na principal avenida para os corredores de Porto, outro determinado, outro que não falta treino. Cruzei com outro corredor. Deu até para brincar: “Ainda bem que não está chovendo”. Uma meia-risada e só, cada um seguiu seu caminho, eu de volta para o centro, ele, sentido ZS.

Fui pela Av. Beira-Rio até a Ipiranga, por onde corri muito pouco, só até a Borges de Medeiros.

Passando por baixo do Viaduto da Borges, o segundo soco “social” no estômago: vi uma moradora de rua enchendo uma garrafa com a água que corria no meio-fio e depois a tomou. Exclusão social à olhos vistos.

Fui pela Borges até a Mauá, nesse ponto o cansaço já gritava. Tracei o objetivo de chegar até o Instituto de Educação. Entrei na contra-mão do viaduto da Conceição, único trecho que não caiu água sobre mim, evidentemente. Mesmo quando não passava carro, o barulho é constante, é um zumbido permanente.

Ao sair do túnel estava há umas centenas de metros do objetivo, corri vagarosamente esse finalzinho de treino molhado. Estava longe de casa, tive que apelar para um ônibus. Na parada, as poucas pessoas me olhavam estranho. Não é normal alguém correr com aquela chuva, menos normal ainda é o maluco que saiu para correr com aquela chuva, ter que voltar de ônibus para casa.

Resultado da corrida: muita chuva, 21,06km, 01:53’:26’’, muita chuva, 2 corredores, 2 mostras de pobreza e muita chuva.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Corrida dos Carteiros & Correndo 24horas


Corrida dos Carteiros

Vou correr a prova dos Carteiros. Vou tentar fazer um bom tempo, mas sem aquela cobrança da etapa Primavera da Adidas. Maior a expectativa, maior a decepção.

Tenho três semanas até lá, acho que dá para fazer alguma coisa.

Ano passado, essa prova teve ótimo custo-benefício: chip, kit, hidratação, medalha por só 2kg de alimentos. Esse ano já custará 4kg, o que continua representando ótimo custo-benefício.

Ontem mesmo me inscrevi, aproveitei o embalo e inscrevi tb a patroa. Quando a comuniquei, ela me intimou a treinar. Assim depois de muito tempo, corri dois dias seguidos, se bem que o segundo dia foi bem light: 7,66km em 45’:30’’.

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Correndo 24horas

Sábado, 19 de setembro, fui olhar o desafio de 24h no Barra Shopping, cheguei lá no encerramento. Os três que tentavam bater o recorde não conseguiram, fizeram “só” 200 ou 240km.
Para mim, essa grande kilometragem feita por eles é admirável, mas o legal mesmo foi ver duas pessoas daqui, que seguido cruzo com eles na rua, atingirem seus objetivos: o médico-monstro João Gabbardo com 150km e sua esposa Sabrine Berton com 120km.

Cheguei uma conclusão: quando houver grandes quantidades de grana nas ultramaratonas os recordes serão bem maiores. Quando houver muita grana os privilegiados geneticamente voltarão seus esforços para ultras.

Os atuais recordistas triunfam pelo esforço, não pelo talento somado ao esforço. Luciano Prado é o exemplo da minha teoria, ele é baixo e atarracado, e mesmo assim fez “só” 220km. Quanto faria se fosse um queniano com 1,8m, pernas até o pescoço e sua corrida fosse muito mais econômica?

Dessa maneira, as conquistas destes não geneticamente privilegiados é ainda mais meritória.

Buenas e me espalho...

... nos pequeno dou de prancha, nos grande dou de talho.


Nesse domingo fiz algo que há tempos não fazia. Saí correndo a esmo, por aí.

Acordei antes da família, fardei e saí. Levei um gel junto caso o percurso se encompridasse.

Saí por um caminho já feito algumas vezes. Peguei a Vicente da Fontoura, cruzei a Ipiranga, Bento Gonçalves e quando cheguei à Oscar Pereira, resolvi fazer diferente. Nas outras vezes, dobrava a direita em direção à Azenha, essa vez fui em direção a Zona Sul. Fui pela Oscar Pereira e voltei pela Carlos Barbosa, passando por trás do olímpinico.

Nesse ponto vi algo interessante, uma propaganda de academia onde dizia: “Feminino R$100,00 e Masculino R$ 120,00 por 3 meses”. Por acaso, os homens receberão mais atenção? É como buffet? Os homens comem mais e pagam mais? Como vou colocar mais anilhas no supino tenho que pagar mais? Eu nunca tinha visto essa distinção.

Depois do estádio do time da azenha, fui a rótula do Papa, Érico Veríssimo e demais nomes que ela recebe, Borges de Medeiros, Independência, Parcão, Goethe, Protásio Alves e casa! E cheguei bem, mesmo estando destreinado.

Com o dia bonito, cruzei com bastante gente correndo, de bike e até “de a cavalo”.

O 20 de Setembro transforma a capital. Durante o ano POA é metida a cosmopolita, com bons restaurantes, Calçada da Fama, Hummers cruzando as ruas; no 20 de Setembro POA tenta se transformar no Alegrete ou qualquer lugar da nossa Campanha. Cruzei com duas cavalgadas indo para o Harmonia, cada uma com uns 30 cavalos. Coisa bonita de se ver: cavalos bonitos e bem tratados, diferente dos que puxam carroça; gurizada pilchada de bombacha, guaiaca, adaga na cintura, chapéu, boina... praticamente o Rodrigo Cambará.

No geral foi uma boa corrida, 16,84km em 1:27’:12’’. E o gel foi necessário.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Do jeito dela

Depois de bastante tempo sem corrermos junto recebi um convite da minha mulher. Topei na hora. O convite tinha condições: “É no meu ritmo e no meu percurso”. Ela não gosta de correr em chão batido ou grama. Por ser leve, o impacto não é problema para ela.

A largada foi em frente do Parrilla del Sur, fomos até a rótula depois do Iguatemi, demos uma volta no Parque Germânia e no Iguatemi. Na esquina da João Wallig com a Nilopeçanha ela pediu arrego, combinamos que ela voltaria pela Nilo caminhando até recuperar o fôlego. Para satisfazer meu ego, tive que acelerar. Dei uma volta no Iguatemi em 6’:20’’, de acordo com o mapmyrun a volta tem 1,45km o que deu um pace de 4’:23’’, para mim serve!

Só consegui alcançar minha mulher na Encol. Até ouvi piadinha de uma amiga que vinha no sentido contrário “Acelera que tua mulher já está lá em baixo”.

Logo na saída, ali na Carlos Gomes, ela reclamou que estava cansada. Tb falando pelos cotovelos!! Hahah Até comecei a falar um pouco mais para equiparar a conversa, que até então era monológo.

Acho que ela gostou da corrida, até me convidou para correr novamente na sexta-feira, vou ver se imponho o meu percurso.

Distância: 11,41km
Tempo Total: 1:10’:37’’

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fraqueza

O tempo serve para amenizar as emoções. No entanto, o que era vergonhoso, continua vergonhoso.
Depois de toda a preparação para a etapa de Primavera do Circuito das Estações o pior aconteceu.
Saí muito forte, para meu condicionamento, e quebrei. Maldita dor de lado. Saí fazendo 4’:10’’-4’:15’’m/km, cruzei os 5km em 21’:20’’. Mas entre o 6 e 7km a dor veio muito forte, por três vezes parei e tentei recomeçar, mas ela voltava. Daí tomei a pior decisão possível. Dei meia volta e voltei caminhando, depois de uns 5’ voltei a trotar até cruzar a linha de chegada.

Assim, documentei minha transição de “metido a corredor” a “pangaré”:

Nome:

CARLOS FEOLI

Número de Peito:

3269

Sexo:

M

Equipe:

NÃO TENHO

Tempo Final:

00:40:28.25

Categoria:

M2529

Modalidade:

5K

Tempo Bruto

00:41:31.40

Classificação Total

1537

Classificação por Categoria

161

Classificação por Sexo

760

Pace Médio

00:08:05

Velocidade Média Total

7,41

Na hora, me pareceu a decisão mais acertada. Desistir. Depois vi como foi ridículo.
A pior patada veio logo depois que cheguei. Na Maratona de Porto Alegre, onde corri 21km, fui recebido com um beijo de cinema pela minha mulher. Na rústica de Eldorado onde fiz um bom tempo, outro beijão. Desta vez, quando ela me viu com a cara emburrada, perguntou o que houve e ficou tentando achar explicações. Não foi por maldade, mas marcou.
Desde então, sempre que penso em corrida me sinto o mais fraco dos fracos. Justo eu que sempre me julguei forte.

"A dor é temporária. Desistir dura para sempre." – Lance Armstrong
Eu sei como dura para sempre.
Preciso de uma prova para acabar bem.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Circuito das Estações Primavera Adidas - Vendo Inscrição


Amigos, estou vendendo uma inscrição para o Circuito das Estações Adidas, etapa Primavera de Porto Alegre
Como sabem, no mundinho das corridas é uma das mais badalada, olhem o site: http://o2porminuto.uol.com.br/circuitodasestacoes/ É para o percurso de 10km, masculino e o tamanho da camisa é G. Tem gente que se inscreve só pela camisa. O período de inscrição se encerrou ha uma semana.
Quero o preço original R$ 56,00.
Se quiserem se aventurar (garanto que gostarão) ou souberem de alguém que queira dê o grito.

Feoli

sábado, 15 de agosto de 2009

Dever quase cumprido & Nike 600km

Terminei hj a parte difícil do treino que visa diminuir meu tempo nos 10km. O treino consiste em 3 micro ciclos de 8 dias (1h leve, intervalado, 1h leve, fartlek) e o último micro ciclo de 8 dias com 3 corridas leves de 40’ e a prova da Adidas, sempre correndo dia sim, dia não.
Agora só restam os treinos leves para se preservar para a prova, seguindo a planilha que escolhi.



Normal o planejado, em negrito o realizado.



Essa é a 2ª vez que cumpro um treino específico para uma prova. A outra foi a minha 1ª meia maratona na 26ª Maratona Internacional de POA. Naquela vez me sentia mais confiante, o objetivo era “apenas” concluir em menos de 1:45’, não havia parâmetro para as comparações.
Essa vez tem.
E os treinos fortes foram tão sofridos em distâncias menores que os 10km, fico pensando se vai dar. Quando acabei o fartlek de hj quase morrendo fiquei meio pessimista. Mas enquanto escrevo, ouvindo Bob Marley e tomando um vinho, me deu uma sensação boa, quase de dever cumprido. Segui a planilha que elegi, levando a sério, agora falta a parte leve.
Nos tempos de jiu jitsu um mantra que muito ouvi era “Treino duro, luta fácil”. Uma mentira deslavada, nunca avisaram os oponentes que a luta deveria ser fácil. Mas era reconfortante, como está sendo agora. Treino duro, corrida da Adidas fácil.
Resta fazer os leves e me preparar para correr desconfortavelmente os 10km.
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Fiz quase todos os treinos na Ipiranga e na pista da Redenção, já estava de saco cheio desses percursos. Dei-me de presente os dois últimos treinos na Beira do Rio. Literalmente pela beira, sempre que havia como corri lá do lado do Guaíba, tb para poupar as canelinhas.
Em função disso, vi o pessoal da Nike preparando a estrutura da Seletiva POA da Nike 600km. Não tinha conseguido a informação precisa dessa seletiva pela web, e hj consegui.
Amanhã às 8h ocorre a Seletiva Porto Alegre, vou lá olhar, se o dia estiver bonito.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

15 X 400m com barreiras

Essa é inédita.
O treino de hoje era um intervalado, 15 X 400m.
Com os tempos da semana passada, previ todos para 1':34'', cada volta. Executei todas as voltas entre 1':30'' e 1':36, 2ª e 12ª voltas, respectivamente. Aqueci até a Redenção em 14':40'' e desaqueci na volta em 13':37'', conforme o mapa.
O motivo do post não são os tempos dos tiros, e sim o que passo a contar.
Quando iniciei o primeiro tiro, um mendigo começa a cruzar a pista. Ainda pensei que se tivesse iniciado o tiro uns 15segundos antes teria que desviar dele.
Então o inacreditavel acontece.
Ele caminhava com as mãos no bolso, cambaleante, quando de repente ele da uma tonteada e desaba!!! Caiu como uma tábua, reto, sem nem tirar as mãos do bolso. Assim como ele caiu, ele ficou. Estirado entre a pista 1 e 2.
Na primeira volta, eu gritei para ele sair.
Na segunda, tb.
Na terceira, quando fui gritar, vi que ele estava em posição fetal, num sono ferrado.
Só me restou desviar do obstáculo.
E assim, aconteceu o 1º treino intervalado com barreiras da minha vida, quiçá do mundo.

ps. O post era de ontem, mas o blogspot estava fora do ar.

Uma baixa no treino

Depois de anos de companheirismo, sempre junto comigo, ele se foi!
Quando eu lutava jiu jitsu, muitas vezes ele avisava do final dos rolas. Nos campeonatos, avisou muitos dos meus companheiros sobre o restante da luta.
Nos tempos de maromba era ele quem ditava a dinâmica do treino. Nas marcas dos três grandes da musculação estava praticamente segurando a barra.
Ele estava comigo no meu melhor tempo dos 10km, tb estava no pior tempo. Esteve do meu lado durante minha primeira meia maratona e tb durante todo o treino para ela.
Depois de 9 anos de parceria, ele se foi. Meu relógio morreu de vez!
Não resistiu aos maus tratos, anos de suor corrosivo, banhos de mar, encontrãos nos mais diversos objetos... Ele finalmente descansou.
Ganhei da minha mãe de Natal em 1999. Eu ia fazer o vestibular e todos achavam um absurdo eu não cronometrar o tempo de resolução das respostas, de cada matéria e tempo de prova. Eu não usava relógio, achava desnecessário tanto cuidado com o tempo de vestibular e argumentei que nem tinha relógio. Para resolver a situação minha mãe "encomendou para o Papai Noel".
Impressionante como ele mudou minha vida.
Até então, o tempo simplesmente passava. Depois do relógio, eu passei a aferir quase tudo na minha vida.
No jiu jitsu, várias vezes usaram meu relógio para marcar o tempo dos rolas; em campeonatos várias vezes fiquei incumbido de marcar o tempo de luta e passar para lutador, ou fizeram isso para mim.
No ferro, intervalo entre uma série e outra era medido religiosamente na contagem regressiva. Estava no meu punho quando resolvi testar minhas repetições máximas.
Na corrida assume papel indispensável. Nunca corri sem relógio. Em rodagens ou longos, o cronometro normal da conta do recado. Em intervalados ou fartleks, regressivo para marcar o tempo total e cronometro para marcar os tempos e intervalos. Já arrumei um substituo temporário para me acompanhar na pista hoje, mas não foi igual.
Em função dos maus tratos, muito precocemente ele descascou toda a caixa de máquina e ficou feio, servindo só para treinos. Já tive/tenho outros, os sociais para trabalhar, mas aquele sempre foi o meu xodó.
Me sinto o Rocky Balboa tendo que ir no enterro do seu treinador, o Velho Mickey.
O coreano lá da galeria do Rosário que sempre trocou a pilha e já o arrumou algumas vezes, disse que não vale a pena consertar.
A esperança é última que morre. Vou levar em outro camelô para ver se tem conserto.

R.I.P